estilos e técnicas da natação

 

Crawl:

O estilo Crawl é uma técnica de natação e também uma disciplina olímpica.

O nado crawl já era praticado bem antes do aparecimento de nossa civilização. Ele é, sem dúvida, o estilo mais utilizado e mais rápido. Porém, na verdade ele não pode ser considerado como um estilo verdadeiro. Na verdade, o que existe é a prova de nado livre, quando o atleta pode nadar como quiser, até inventar um estilo próprio. Tanto, que a Fédération Internationale de Natation Amateur (FINA) não menciona o crawl pelo nome em seu livro. ( De facto, até o ano de 1900, todos os eventos competitivos tinham características do estilo livre). Entretanto, nos eventos contemporâneos de estilo livre, os executantes são invariavelmente nadadores de crawl.

No princípio, o crawl utilizava diversas vezes o mesmo braço, o que cansava o nadador e dava pouca velocidade ao estilo. Apenas em 1906, na Europa, que o crawl foi aperfeiçoado e passou a ser realizado em braçadas alternadas e com o movimento vertical das pernas.

 

A Saída:

No crawl, o nadador começa a prova do bloco de partida. Para mergulhar, ele deve imaginar que está a cair num  buraco. Dessa forma, o seu corpo cria menos atrito com a água e, consequentemente, consegue ir mais longe com o mergulho. Para o realizar o mergulho correcto, recomenda-se aos principiantes que observarem bem a posição do corpo na saída. Os joelhos devem ser bem flexionados, os braços esticados à frente, sempre à altura das orelhas. No momento em que ouvir o sinal de partida, o nadador salta e mantém esse posicionamento. Dessa forma, além de executar uma saída correcta, o atleta está a proteger a sua própria cabeça.

 O Estilo:

No estilo crawl, os braços  movimentam-se alternadamente e as pernas para cima e para baixo. Durante todo o tempo, o nadador mantém-se com a barriga para baixo. Depois, de mergulhar, o nadador precisa seguir todos os passos para realizar o nado crawl correctamente. Nesse estilo, os braços correspondem a 75% da propulsão (ou seja, o impulso para frente) e as pernas a 25% em média. Os braços são responsáveis pela velocidade. Eles devem ser levados à frente com os cotovelos dobrados e a ponta dos dedos fica na diagonal, isto é, o polegar virado para a água. Os dedos ficam unidos, formando um tipo de pá de remo. Debaixo de água, o braço faz um movimento parecido com um ponto de interrogação “?” ou um “S”. Com isso, o nadador consegue “empurrar” mais água e aumentar a sua propulsão.

A Viragem:

Na viragem do estilo crawl, o nadador pode tocar na parede da piscina com qualquer parte do corpo. Mas normalmente as pernas são mais utilizadas.

A Respiração:

A captação do ar na natação faz-se pela boca. Em crawl, a respiração implica uma expiração com a cabeça dentro de água (soltar o ar pela boca e pelo nariz de forma lenta e gradual) e uma inspiração pela boca que é formado após a saída do braço da água. A posição da cabeça é importante. O ideal é que a testa esteja à altura da água. 

Mariposa:

Mariposa assemelha-se ao crawl. As pernas e os braços movem-se de modo parecido, com a diferença de que as pernas e os braços se mexem ao mesmo tempo.

Nesse estilo, também não há um a compensação de ombros, isto é, o nadador não realiza o movimento rotatório dos ombros e dos quadris, quando ocorrer a passagem da água. Por isso, ele exige do nadador mais força para enfrentar a resistência da água e é também bastante cansativo.

A saída:

A saída do nado borboleta também é feita do bloco de partida. Após o mergulho, o nadador mantém os braços à frente e realiza uma forte batida de pernas simultaneamente).

 

A viragem:

Na viragem, o nadador tem que tocar as bordas com as duas mãos, ao mesmo tempo e no mesmo nível. Ao tocar a borda, o nadador não deve deixar que o corpo chegue muito perto. Depois de tocar na borda com as duas mãos, o braço do lado o qual o corpo vai virar é lançado de volta à piscina com o cotovelo flexionado. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça e os ombros na direcção oposta, ao mesmo tempo em que os joelhos são flexionados e trazidos por baixo do corpo até que os pés toquem na borda.

A respiração:

Na mariposa, o nadador eleva o queixo para frente no começo da braçada para respirar. Quando os braços estiverem na sua máxima extensão, a meio do movimento aéreo, os ombros e a cabeça são levantados da água. Nesse momento, o nadador tem uma boa oportunidade para respirar. O rosto do nadador retorna a água um pouco antes das mãos completarem a braçada. Logo que as mãos entram na água, o nadador começa a expirar lentamente.

Bruços:

 

 Bruços é o mais antigo dos estilos de competição. Já no século XVI, havia uma maneira de nadar com os movimentos dos braços parecidos com o actual estilo. Naquele período, no entanto, os pés ainda eram batidos alternadamente (igual a um ponta pé). Desse método é que originou o estilo actual. Em 1798, este estilo já era o estilo mais praticado em toda a Europa.

A Saída:

A saída em bruços é feita do bloco de partida. Em comparação com o crawl e a mariposa, o mergulho da saída é um pouco mais profundo, para que o nadador aplique a braçada e a pernada ainda durante o mergulho, o que garante melhor desenvoltura do nado. O nadador deve observar com atenção o posicionamento dos joelhos. Eles não podem estar muito à frente na preparação da pernada. Isso gera uma falha: o quadril sobe, o que produz atrito e enfraquece a potência da pernada.

O Estilo:

Para os principiantes, recomenda-se, em primeiro lugar, a aprendizagem correcta da batida de pernas. Esse movimento é de grande importância para a sustentação, o equilíbrio e a impulsão do nadador. Inicialmente, as pernas devem ser estendidas fortemente para trás. No momento em que as pernas são esticadas, o corpo tende a ficar na horizontal. No nado de peito, a atracção dos braços começa a uns vinte centímetros abaixo da superfície da água. O nadador não deve começar a puxada ao nível da superfície: isso provocará um movimento de sobe e desce, resultando em perda de energia.

A Viragem:

Para virar, o nadador precisa de tocar na borda com as duas mãos, ao mesmo tempo e na mesma altura. Depois disso, o braço do lado para o qual o corpo vai virar é lançado de volta à piscina acima da cabeça. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça em sentido contrário. Ao mesmo tempo, os joelhos são direccionados para a borda até que os pés consigam toca-la. Nesse momento, as mãos já devem estar juntas a frente, preparando-se para a retomada dos movimentos.

A Respiração:

No momento em que o nadador estende as pernas, o corpo sobe, o que possibilita a elevação dos quadris. Com isso, automaticamente, o nadador retira a cabeça da água para respirar, do meio para o final da braçada. No inicio da propulsão, quando os braços ficam estendidos, o rosto do nadador está submerso, tendo a linha da água na altura da testa. Durante os movimentos dos braços, o nadador, lentamente, começa a expirar pela boca. IMPORTANTE: A respiração muito adiantada diminui o ritmo do estilo.

Costas:

 

O estilo costas é um dos estilos que podem ser utilizados em competições desportivas de natação. Caracteriza-se pela posição do nadador de costas para o fundo da piscina, batida rápida de pernas e braçadas alternadas

A Saída

A saída é realizada dentro da piscina. Por isso, o atleta precisa estar atento ao seu posicionamento junto à raia. Ao ser dada a saída, o nadador puxa o seu corpo contra o agarre e, ao mesmo tempo, empurra, com os pés, a borda de modo que o corpo se eleve e os quadris saiam da água, como se fosse uma mola comprimida. Ao ouvir o tiro, ele mergulha para trás.

O Estilo:

Na natação de costas, o competidor fica de barriga para cima e as pernas têm muito mais importância do que no crawl. Existem várias maneiras de nadar costas. A mais comum é o crawl de costas, em que os braços giram alternadamente como se fossem hélices. Na fase aérea, o braço mantém-se estendido e depois é levantado sempre na linha do ombro. Normalmente, os técnicos dizem: "sai "dedão" entra "dedinho" ", para explicar o movimento giratório dos braços. O batimento das pernas segue o padrão natural baseado na fórmula de seis batimentos para um ciclo completo de braçadas. Para aumentar a eficiência da batida de pernas, os joelhos devem ficar sempre dentro da água.

A Viragem:

Para fazer a viragem, o nadador deve permanecer na posição de costas. O seu movimento dentro de água é semelhante a uma cambalhota de costas. Ao tocar a borda com a palma da mão, a cabeça começa a afundar-se e a voltar-se no sentido oposto. As pernas devem acompanhar esse movimento, sendo lançadas por cima até se encostarem à parede da piscina. Em seguida, o nadador dá impulso com os pés e prepara-se para voltar à posição original do estilo.

A Respiração:

A respiração não apresenta grandes problemas para os nadadores no estilo costas porque os seus rostos ficam a maior parte do tempo fora da água. No entanto, alguns especialistas recomendam que o nadador faça a respiração naturalmente, nadando e respirando de forma tranquila. Esse método é o mais recomendado para quem está a começar a nadar.

 

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